Conhecem o Paul Chek? É como que um mentor para mim. O seu livro foi o primeiro de todos que li na matéria que diz respeito a saúde holística.
Recentemente descobri o seu Podcast onde ele entrevista pessoas espetaculares. Além dessas entrevistas tem também um conjunto deles onde é apenas ele, Paul a falar e os quais são: Como evoluir Fisicamente, Emocionalmente, Mentalmente e Espiritualmente.

Em um desses Podcasts ele faz três perguntas.

– Gostas de cantar?

– Gostas de dançar?

– Gostas de ouvir histórias?

Caso a resposta para alguma destas seja não, ele pergunta: quando deixaste de… (para cada uma delas). Toda a criança gosta destas três atividades porque nos conectam com a vida, com a paixão por viver. E portanto, faz todo o sentido questionar-nos.

Pois bem,

O que vos trago aqui hoje é uma história chamada A Loba. Histórias trazem entendimento da vida e contadas de geração em geração dão-nos conexão, amor e sabedoria.

A Loba

Existe uma senhora muito velha nos desertos e florestas. Muitos ouviram falar dela mas poucos a viram. Passa os dias a coletar ossos de animais perdidos. Ossos de urso, veados e lobos. Os seus preferidos: Lobos. Vai procurando e guarda-os na sua caverna.

Quando finalmente ela tem um esqueleto inteiro ela monta-o, faz uma fogueira e senta-se. Senta-se procurando em si a canção a cantar àquele esqueleto.

Quando finalmente a tem, ela começa a cantá-la e um por um os ossos começam a formar músculo e carne em sua volta. Quanto mais a La Loba, a que sabe canta, mais carne é formada até que num sopro o ser, agora um lobo ganha vida. Saí e corre pela floresta…

Pela velocidade da corrida ou outra coisa qualquer, o lobo transforma-se numa mulher feliz e selvagem que desaparece no horizonte.

Interpretação

(Esta é a primeira história do Livro das mulheres que correm com os lobos, o qual vos escrevi querer fazer uma série. No livro, além da narração existe interpretações a vários níveis para a psicologia e sabedoria que cada uma nos trás. A escritora é um génio e por isso estes artigos não dispensam a leitura se possível do livro).

A senhora velhota ou La Loba, é o que a autora aponta para ser uma parte na nossa psique que trabalha sempre para nos tornar livres e nossos, saudáveis. Ela está em nós, chamemos-lhe que nome queiramos, a querer dar-nos nova vida.

Mesmo quando a vida da forma como a conhecíamos tenha terminado e o que restou tenha sido apenas ossos, existe esperança para nova vida.

Dois pontos importantes aqui. Ossos e ciclos.

Ossos são a parte da vida que é indestrutível. A única parte do nosso corpo que resta após o processo da morte. E aqui figurativamente, é o que resta para aqueles que andam a vaguear na vida – sem propósito, sem brilho, sem alegria. Mostra que existe sempre esperança. Se ao menos houvesse a canção perfeita a se cantar.

Ciclos. Este livro chegou à minha vida no fim de um ciclo. Foi muito duro a situação – minha responsabilidade. A vida é feita de ciclos. Tudo ao nosso redor é ciclos. Verão – Inverno. Dia – Noite. Vida – Morte.

Vida – Morte – Vida

Nos tempos que parecemos ser só ossos e a tristeza e frustração retira a vida de nós, mesmo que ali fiquemos, pelo ciclo da vida, haverá vida a seguir. Haverá, se o teu interior conseguir juntar os pedaços e cantar a tua música. Essa parte da psique, tão selvagem e que nunca desiste de nós está lá mas, depende de nós cantar o hino ou não. Podemos ficar anos mortos em vida mas La Loba está sempre a coletar para criar possibilidade de viver em vez de sobreviver.

La Loba depois de ter todas as partes juntas senta-se à procura da canção ideal. Isto pode ser uma canção, como pode ser meditação, dança, escrita, pintura etc. Todos temos na energia feminina em nós o poder de criar e achar-nos para nos voltarmos a dar vida. Uma mulher que se sinta cansada, perdida, “morta” ressuscitará com tais atividades. Cada uma de nós sabe o que é que no momento a faz ir para aquele estado de consciência alterada onde se encontram e se cuidam e nutrem.

Quanto mais a música é cantada, mais carne é criada, até que num sopro ganha vida e corre livre mostrando que temos o poder de nos curar SIM. Somos responsáveis e dentro de nós existe sempre algo, aquela senhora velhinha que nos relembra ser possível.

Esta história tem tanto poder e sabedoria. Acima de tudo, esperança.

Isto é a minha interpretação da história La Loba.

@Ana. Muita saúde.

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